Bom dia!
Quinta-feira, e mais um
dia de devocionais pronto.
Hoje a nossa devocional segue por Gênesis 17, Salmos 10 e Lucas 10. 1-20.
Hoje a nossa devocional segue por Gênesis 17, Salmos 10 e Lucas 10. 1-20.
Ontem vimos que o fato
de Abrão não saber esperar o tempo de Deus, lhe trouxe danos. Mas é
incrível, como mesmo depois de sofrer tantos danos, ele não toma
jeito e continua desconfiando do cuidado e certeza do cumprimento das
promessas em sua vida, em Gênesis 17.4 Deus diz: “Quanto a mim,
será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações.”
e o temeroso Abrão, que a partir daqui será chamado “Abraão”
(pai de multidão) responde no verso 17 “Então se prostrou Abraão,
rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há
de nascer um filho? Dará à luz Sara (antes Sarai) com seus noventa
anos?”
Eu entendo que
analisando aos olhos humanos, era realmente impossível que as
promessas se cumprissem, mas seria realmente impossível ao Deus que
criou Céu, Terra, Mares, criou o próprio Abraão, ... lhe conceder o
privilégio de ser pai, e mais ainda se Ele havia prometido, como
poderia falhar, cabe lembrar que Deus nunca mente.
Muitas vezes ao
olharmos para a vida dos personagens bíblicos nos decepcionamos com
as reações deles ante as promessas do Pai, nos indagamos como eles
podem ter uma intimidade tão grande e ainda assim falharem em passos
tão pequenos, mas esquecemos de olhar para nós e nossas vidas,
pensamentos, atitudes e reconhecer que somos tão falhos quanto.
Quantas vezes você pediu a Deus um namorado, um emprego, uma casa,
um carro novo, e ao pensar que Deus não estava agindo, colocou suas
mãos pra ajudá-Lo (como se Deus precisasse, não?!?), mais ainda,
temos a capacidade por muitas vezes de questionar se Deus não está
enxergando a maldade e injustiça no mundo e porque os fracos são
oprimidos e injustos são exaltados????
Olhemos para os Salmos
10, temos a continuidade ao tema de justiça e julgamento de Deus,
agora não tão voltado aos aspectos morais e imediatos de justiça
para Davi, quando ele se sente traído por seus inimigos, mas voltado
para um tema mais generalizado. Onde está Deus quando as pessoas más
triunfam? “Por que, Senhor, te conservas longe? E te escondes nas
horas de tribulação?”.
Nos versos 2 a 11, o ímpio
é descrito num retrato falado. Ele vive de forma arrogante às
custas dos pobres. Muito distante de demonstrar qualquer traço de
autocontrole, ele se gaba da sua própria cobiça “e maldiz o
Senhor”. O que é triste nisso tudo é que “não há lugar para
Deus em nenhum dos seus planos”. Mas mesmo assim não é difícil
de encontrar ímpios que são muito prósperos, mesmo quando fazem
pouco caso e desobedecem todas as leis de Deus (olhemos para os
nossos dias, nosso sistema judiciário, o tráfico, os políticos
corruptos, essa cena se assemelha muito, não acham?!?). A arrogância
do ímpio parece colocá-lo acima dos mortais inferiores, ele é
descrito nos jornais como alguém que alegremente diz a si mesmo,
“Nada me abalará! Desgraça alguma me atingirá, nem a mim nem aos
meus descendentes”. No entanto, sua boca está cheia de maldições,
mentiras e ameaças (10:7-8). Em alguns casos ele fica à espreita
para matar, de forma direta como em uma briga de gangues, violência
de mafiosos, e ataques terroristas, ou de forma indireta através de
emboscadas implacáveis que esmagam os indefesos. E o que ele acha de
Deus? “Deus se esqueceu, escondeu o rosto e nunca verá isto”.
O salmista agora dirigi-se diretamente ao Senhor
(10:12-15): “Levanta-te, Senhor! Ergue a tua mão, ó Deus! Não te
esqueças dos necessitados”. Ele se lembra que Deus enxerga todos
os problemas e sofrimentos que caem sobre essa geração
problemática; Ele os considera; em Seu próprio tempo, e toma em
Tuas mãos. E por isso o órfão e o desamparado sabiamente se
entregam a Ele. Muitas maldades acontecem secretamente e nunca serão
descobertas por processos judiciais. O salmista, no entanto, roga ao
Senhor por justiça: “Quebra o braço do ímpio e do perverso, pede
contas de sua impiedade até que dela nada mais se ache”.
Nos últimos versículos (10:16-18) o salmista
traz à mente o fato de que o tempo de Deus não é tão urgente
quanto o nosso: “O Senhor é rei para todo o sempre; da sua terra
desapareceram os outros povos”. A menção de tempo que antecede o
desaparecimento dos povos não tem como intenção tirar a confiança
que temos de que Deus também se preocupa, em particular, com as
nossas menores calamidades. Ao invés disso é uma forma de dizer que
“as rodas do moinho da justiça de Deus moem extremamente devagar,
mas moem extremamente bem”. Lembre-se disso!
Hoje deixo uma das canções que eu mais amo, "Deus Está" na voz de Paulo César Baruk, é muito bom saber que pertencemos a um Deus que está em todos os lugares e a todo tempo, e que se Ele se preocupa conosco enquanto estudamos, trabalhamos, brincamos, quando estamos tristes, nas nossas angústias e temores, nas nossas alegrias, ontem, hoje, amanhã e para toda a eternidade.
Abençoada quinta a todos!
Graciele Teles Lima
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