Eu sei que é pouco ainda, mas vamos analisar mês a mês e vejam como já relembramos tantas coisas, descobrimos muitas outras e cabe sempre lembrar que a palavra de Deus nunca volta vazia. E repito, não sei quais corações estas devocionais estão atingindo, mas tenho certeza que são os corações que Deus quer que sejam alcançados.
Bom, vamos a nossa leitura de hoje, seguimos por: Gênesis 34, Salmos 26 e Lucas 19.28-48.
Nossa devocional de hoje explana o Salmos 26, vamos a ela.
Na minha
adolescência, meu esporte favorito era o voleibol. Durante oito anos me dediquei
ao máximo a fim de defender minha cidade nas quadras da região. Ainda tenho em
casa algumas medalhas que, para mim, foram muito significativas e que, por isso,
guardo-as com muito carinho. Guardo também as recordações de vitórias e derrotas
que me ensinaram e me prepararam para as lutas da vida, onde também venço e
perco constantemente.
Olhando para
trás, lembro-me de quão dedicado eu era e quão decidido no meio dos jogos.
Nos
momentos mais complicados, eu me enchia de coragem e de um brio de guerreiro e
pedia – às vezes “ordenava” – que passassem a bola para mim para eu decidir o
ponto. Em uma dessas ocasiões, meu time jogava uma partida amistosa de cinco
sets corridos contra o campeão paulista daquele ano. Já tínhamos
perdido três sets por placares ridículos. Estávamos “tomando uma
surra”. No quarto set, quando faltava apenas um ponto para perdermos,
fui para o saque e comecei a forçá-lo até ao limite. Era arriscado, mas eu não
queria perder todos os sets da partida. O risco era grande, mas minha
confiança vinha de saber o quanto eu treinava aquele saque e como ele me ajudou
em outras ocasiões importantes. Vencemos aquele set e, ao perder o
próximo, já não me senti derrotado, mas como quem conseguiu algo
impossível.
Davi também foi
confiante em algumas ocasiões muito complicadas. O Salmo 26 não apenas
demonstra a confiança do seu escritor, mas os motivos pelo qual ele confiava que
podia recorrer a Deus quando homens injustos queriam fazer-lhe mal. Não que
imaginasse que ele mesmo fosse perfeito ou que nunca cometesse erros. Davi
conhecia bem suas fraquezas (Sl 51). Mas também conhecia seu amor pelo
Senhor e seu esforço por obedecê-lo e viver de modo agradável a Deus. Baseado no
seu modo de proceder, o salmista tem a confiança de pedir a Deus que compare sua
vida com a de seus inimigos e, assim, lhe faça justiça. Enquanto vemos por aí
homens corruptos e culpados nunca denunciarem crimes de outros para não serem,
também, acusados, Davi apresenta a Deus sua vida para ser analisada. É possível,
a partir de então, notar como deve andar um homem de procedimento justo. Por
isso, assim começa o salmo (v.1): “Faze-me justiça, Senhor, pois eu
procedi honradamente”. A confiança de Davi na obediência que tem a Deus lhe possibilita
oferecer seu “coração” e seus “pensamentos” para ser escrutinado pelo Senhor
(v.2).
Sabendo que Deus
bem conhece seu interior, Davi passa a apresentar a manifestação externa do seu
íntimo, atos de um homem justo. Em primeiro lugar, Davi afirma ser um homem
munido de lealdade. A palavra hebraica hesed tem
muitas traduções que vão de misericórdia e benignidade até amor e fidelidade.
Normalmente, o contexto oferece indícios do que o escritor tinha em mente quando
utilizou a palavra. Nesse caso, Davi a associa à “verdade”.
Desse modo, uma tradução coerente do v.3 é: “Pois a tua fidelidade está
diante dos meus olhos e procedi na tua verdade”. Dizer “tua
fidelidade está diante dos meus olhos” significa que Davi tem em mente o tempo
todo o caráter leal de Deus e, assim, o imita. Ele não é alguém em quem não se
pode confiar. Não é uma pessoa de duas palavras. O que ele diz é verdade. O que
ele promete, também cumpre.
Davi apresenta
mais uma qualidade justa do seu procedimento: a integridade.
Segundo o que ele conta, não se deixou corromper pelas más companhias, nem pelos
seus hábitos vergonhosos (v.4): “Não me assento com homens mentirosos,
nem me acerco daqueles que agem às ocultas”. Nenhum homem de princípios questionáveis faz parte do grupo dos
amigos de Davi. Ainda que sejam homens divertidos e poderosos, sua amizade não é
mais importante para o rei que a comunhão que tem com Deus. Quando uma companhia
exclui a outra e o salmista tem de escolher, ele não tem dúvidas em rejeitar os
homens mundanos e permanecer na presença de Deus. E isso não se deve apenas à
lógica de que não é possível andar com Deus e com os pecadores ao mesmo tempo. A
própria integridade de Davi rejeita os hábitos e gostos dos ímpios. Ele não tem
qualquer prazer na sua presença. Seus hábitos pecaminosos o incomodam, pelo que
afirma (v.5): “Eu detesto a reunião dos perversos e não permaneço com
os iníquos”.
A próxima
característica de Davi a seu favor, diante do escrutínio divino, é a
pureza. Ele usa uma figura de linguagem que quer dizer que tem
“mãos limpas” (v.6): “Eu lavo minhas mãos na inocência”. Podemos pensar em diversas aplicações para a
expressão “mãos limpas”. Entretanto, o próprio escritor descreve o motivo e o
resultado dessa realidade: “Portanto, que eu me acerque do teu altar, ó Senhor”. O altar de
Deus representa, aqui, sua própria presença. Os sacerdotes, a fim de oficiar os
sacrifícios no altar de Deus, tinham de se purificar por meio da lavagem das
mãos e pés na água que havia em uma bacia de bronze (Ex 30.18-21). Só
então podiam se aproximar do altar. Davi se utiliza dessa figura para afirmar
que também havia se purificado, certamente não com água, mas por meio do
arrependimento que produz perdão, bem diferente daqueles orgulhosos que já se
acham justos sem terem de recorrer a Deus (Pv 30.12,13). Por meio da
purificação que vem da confissão de pecados a Deus (1Jo 1.9), Davi se
sente preparado para se acercar de Deus e do seu santo culto.
A última
característica justa que confere confiança a Davi de que será beneficiado pela
justiça divina é a devoção. Solenemente, Davi proclama
(v.8): “Eu amo o Senhor, a habitação da tua casa e o local onde habita
a tua glória”. O amor de Davi aponta para
Deus e para o culto ao seu nome. Ele mostra que não é possível amar a Deus sem
desejar prestar-lhe todas as homenagens que merece no local e do modo
determinado pelo próprio Deus para esse fim. Se Davi vivesse hoje, certamente
não seria daqueles que dizem amar a Deus em suas casas, longe da adoração
prestada a Deus pelo seu povo, todos reunidos.
Em posse desses
procedimentos justos, Davi clama pela justiça de Deus. Ele se coloca sob sua
avaliação e pede que ele o livre dos homens maus que não procedem assim. Ele tem
confiança de orar a Deus; tem confiança de apresentar a ele a sua vida; tem
confiança de pedir-lhe socorro. Por outro lado, quem age com malícia, com
desregramento, com irreverência, com rancor e com desdém em relação a Deus e ao
seu culto, vive sempre se escondendo: tem medo de orar a Deus e não ser
atendido, de pedir justiça e ser ele mesmo disciplinado, de rogar por auxílio e
ter de fazer mudanças profundas no seu modo de viver. Qual desses dois é você?
Aquele que no jogo da vida cristã pede a bola para que possa definir o
resultado ou aquele que se esconde com medo de falhar?
A minha escolha eu já fiz, e é nesta intenção que deixo a canção MINHA ESCOLHA da linda Rebeca Nemer, esta tem sido a minha oração e espero que seja a oração de cada um de vocês.
Lindo final de semana a todos.
Lindo final de semana a todos.
Graciele Teles Lima

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