Mais um domingo, dia do Senhor! Que tudo que façamos hoje seja unicamente para honrá-lo e engrandecê-lo.
Vamos a leitura de hoje: Êxodo 16 e 17, Provérbios 7.6-27 e Hebreus 12.
As competições olímpicas eram
práticas apreciadas e admiradas no mundo antigo. Ainda hoje, eventos olímpicos
como o de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996 e o de Sydney que ocorreu na
Austrália em 2000, respectivamente, mexeram e mexerão com a emoção de muita
gente.
Escritores bíblicos como Paulo e o
autor da carta aos Hebreus fizeram constante menção das atividades esportivas em
seus escritos. Eles eram apreciadores do esporte e dele sabiam tirar lições
preciosas para a vida cristã. Um exemplo clássico disso é a passagem bíblica de
Hebreus 12.1-3. O autor aos Hebreus extrai da figura de um estádio lotado, do
espírito da dinâmica de uma competição olímpica, uma ilustração para a vida
cristã.
Após relatar a luta e a vitória dos
heróis e heroínas da fé do Antigo Testamento, o autor de Hebreus direciona o
olhar de seus leitores para o Campeão dos campeões, Jesus. Ele os mostra como
aqueles campeões, e principalmente Jesus Cristo, venceram e porque eles (seus
leitores) deveriam correr a corrida cristã e como esta corrida deveria ser
feita.
Mas deixemos por enquanto os
leitores imediatos do autor aos Hebreus. Vamos entrar na corrida também! porque
ela é de todo aquele que verdadeiramente corre a corrida da fé.
I. Por que devemos participar da
corrida cristã?
Devemos participar da corrida cristã
por três motivos básicos:
1) Em primeiro lugar, porque ela é
determinada por Deus.
O texto bíblico diz: "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta" (Hebreus 12.1). Note que a passagem bíblica diz justamente: "corramos ...a carreira que nos está proposta". Não há necessidade de se especular sobre quem estaria propondo esta corrida para os filhos de Deus. Está claro que é o próprio Deus quem a propõe. Em última análise pode-se dizer, por isso mesmo, que esta corrida cristã e de fé é também a corrida da graça. O próprio Deus é quem a estabelece para nós e é quem nos capacita a corrê-la com triunfo (cf. I Coríntios 15.10; 2 Coríntios 3.5).
O texto bíblico diz: "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta" (Hebreus 12.1). Note que a passagem bíblica diz justamente: "corramos ...a carreira que nos está proposta". Não há necessidade de se especular sobre quem estaria propondo esta corrida para os filhos de Deus. Está claro que é o próprio Deus quem a propõe. Em última análise pode-se dizer, por isso mesmo, que esta corrida cristã e de fé é também a corrida da graça. O próprio Deus é quem a estabelece para nós e é quem nos capacita a corrê-la com triunfo (cf. I Coríntios 15.10; 2 Coríntios 3.5).
A corrida cristã é a corrida de Deus
para nós. Nela não estaremos sós e nunca seremos deixados à própria sorte, pois
, de outro modo, estaríamos todos condenados à destruição. Quem está apto para
correr por suas próprias forças a corrida da fé? Ninguém! A corrida que Deus nos
propõe é a corrida da graça que nos capacita para a vitória.
Além disso, estando determinada por
Deus, ninguém, sendo cristão autêntico, ficará fora dessa corrida. Deus a
determinou para todos nós. Semelhantemente, uma vez que corremos a corrida da
graça de Deus, nada é tão forte que possa nos desviar do objetivo de
completá-la.
Uma obra clássica que nos ajuda a
entender o triunfo de todo aquele que corre a corrida da fé é o Peregrino de
João Bunyan (1628-1688). O Cristão, personagem principal da alegoria, alcançou,
após lutar muito e passar por obstáculos sofríveis, seu objetivo maior que era
chegar na Cidade Eterna. Assim será para todos nós, pois o nosso Deus não nos
deixará correr sozinhos, mas nos incentivará sempre e nos capacitará para uma
chegada triunfal.
2) A segunda razão porque devemos
correr a corrida cristã, é porque ela é incentivada pelos heróis da fé.
O autor aos Hebreus nos relata que "temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas".
O autor aos Hebreus nos relata que "temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas".
Além do próprio Deus como maior
interessado em que sejamos vencedores nesta corrida (porque nós seremos salvos e
Deus glorificado), temos a rodear-nos "tão grande nuvem de testemunhas". Esta
grande nuvem de testemunhas significa aqueles grandes exemplos de fé que o
escritor sagrado acabara de citar no capítulo 11. Pensemos, então, num herói
como Abel que pela fé "ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim;
pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às
suas ofertas. Por meio dela (da fé), também mesmo depois de morto, ainda fala"
(Hebreus 11.4). E por aí segue exemplos como os de Noé, Abraão, Raabe, etc.
Entretanto, em que sentido os homens e mulheres de Deus do Antigo Testamento são
testemunhas para nós que corremos hoje? F. F. Bruce responde: "Provavelmente não
no sentido de espectadores, observando seus sucessores enquanto correm a corrida
na qual entraram; mas no sentido que por sua lealdade e perseverança deram
testemunho das possibilidades da vida da fé" (Bruce, La epístola a los hebreus,
Nueva Creación, Buenos Aires, 1987, p. 349).
Convém ressaltar que o escritor
sagrado não está dizendo que os espíritos dos heróis da fé estariam conosco para
nos ajudar na corrida cristã. Hebreus 9.27 dá a entender que este não era o
ponto. A verdade é que os heróis da fé estão na presença de Deus torcendo, por
assim dizer, por todos nós.
3) O terceiro motivo porque devemos
correr a corrida que nos está proposta é porque é ela uma corrida inspirada na
vitória de Cristo.
"Considerai, pois, atentamente,
aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não
fatigueis, desmaiando em vossas almas" (Hebreus 12.3). Pouco antes o autor de
Hebreus diz que Cristo "suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia" (Hebreus
12.2).
Quantas e quantas vezes não somos
tentados a desistir dessa corrida? Às vezes parece que a nossa linha de chegada
nunca será alcançada. Se olhamos para trás corremos o risco de tropeçar e cair,
se corremos de cabeça baixa arriscamos não ver quão perto possa estar a nossa
chegada. A corrida cristã é dura, mas a chegada é certa! Portanto, ergamos os
nossos olhos para o horizonte e contemplemos Jesus Cristo. Quanta dor, quantas
aflições Ele passou , porém, que vitória espetacular! Pois Ele suportou tudo sem
nunca deixar de correr. É isso que o autor aos Hebreus pede que façamos: "Não
desanimem, olhem para Jesus".
É difícil viver nesse mundo de
pecado, sendo constantemente cirandado pelo diabo, pelo mundo e pela nossa
própria carne. Contudo, Cristo venceu para nos ajudar a vencer. Ele é nosso
maior exemplo e incentivador. Então, minha amiga e meu amigo, levante a cabeça
porque você é de Deus e vai vencer, por maiores que sejam os obstáculos desta
sua corrida. Não desanime, o Senhor está com você e o (a) sustentará.
II. Como devemos correr a corrida
cristã?
Esta pergunta pode ser respondida de
duas maneiras, a saber, negativa e positivamente falando.
1. Negativamente
falando:
a. Desembaraçando-nos de todo
peso
É importante não perdermos de vista a figura dos atletas dos jogos olímpicos. Para nosso objetivo, trata-se daqueles atletas que praticam uma das modalidades mais antigas das olimpíadas, a prova de velocidade. Portanto, são velocistas correndo a prova dos 100 ou 200 metros, com barreira.
É importante não perdermos de vista a figura dos atletas dos jogos olímpicos. Para nosso objetivo, trata-se daqueles atletas que praticam uma das modalidades mais antigas das olimpíadas, a prova de velocidade. Portanto, são velocistas correndo a prova dos 100 ou 200 metros, com barreira.
Segundo os estudiosos dos tempos
bíblicos, quando os atletas estavam treinando para as olimpíadas, eles
costumavam vestir roupas pesadas e amarrar pequenos pesos nos tornozelos. Porém,
no dia da corrida propriamente dita, as roupas pesadas e as tornozeleiras eram
tiradas. Isto dava a sensação de leveza que, dentre outras coisas, garantia a
vitória.
O autor aos Hebreus também fala de
peso. "Desembaraçando-nos de todo peso", diz ele. Que peso é esse que o escritor
nos pede para desembaraçar? Quais as implicações do mesmo para a corrida cristã?
Antes de tudo, notemos que peso aqui não é o pecado, pois sobre ele (o pecado) o
escritor sagrado fala depois. Portanto, peso significa aqui tudo aquilo que na
vida cristã impede o nosso bom relacionamento com Deus e, conseqüentemente, com
o próximo. Não é o pecado propriamente dito, mas pode facilmente levar a ele se
não vigiarmos e orarmos. Por exemplo, namorar não é pecado, mas um namoro pode
servir de peso na vida do casal que se descuida do compromisso com Deus e de Sua
Palavra. Assistir TV em si não é pecado, porém, a televisão pode tomar (e como
toma!) o tempo precioso de dedicação a Deus. E por aí vai...
Há na sua vida alguma coisa que está
roubando o tempo de Deus, a comunhão e vida de santificação com o Senhor? Não
prossiga a leitura dessa mensagem sem antes refletir seriamente sobre isto e
confessar seus pecados a Deus. O Senhor Deus o abençoará.
b. E do pecado que tenazmente nos
assedia
Além do peso que devemos nos desfazer, ainda é necessário, para que corramos bem, nos desembaraçar do "pecado que tenazmente nos assedia".
Além do peso que devemos nos desfazer, ainda é necessário, para que corramos bem, nos desembaraçar do "pecado que tenazmente nos assedia".
O pecado sempre está às portas. Não
foi isso que Deus disse a Caim? (Gênesis 4.7). E do mesmo modo que a ele foi
ordenado, também cumpre a nós dominá-lo. Tem que ser assim porque o pecado faz
separação entre nós e Deus (cf. Isaías 59.2). Por isso devemos orar para que
Deus não nos deixe cair em tentação. A queda rompe o bom relacionamento com o
Espírito Santo que em nós habita.
Na corrida olímpica quem não pula os
obstáculos será desclassificado, mesmo se chegar em primeiro lugar. Na corrida
cristã nunca correremos bem se tivermos o pecado como nosso
treinador.
2. Positivamente
falando:
a. Devemos correr com
perseverança
Alguém disse com acerto que "a persistência é a alma da conquista". Nada que seja verdadeiramente útil nesta vida é adquirido sem perseverança. Se queremos fazer bem feito e atingir os nossos objetivos na vida, então temos que trabalhar ao ponto de exaustão. Esta idéia de trabalho ao ponto de exaustão é muito comum em Paulo, veja por exemplo, I Coríntios 9.24-27.
Alguém disse com acerto que "a persistência é a alma da conquista". Nada que seja verdadeiramente útil nesta vida é adquirido sem perseverança. Se queremos fazer bem feito e atingir os nossos objetivos na vida, então temos que trabalhar ao ponto de exaustão. Esta idéia de trabalho ao ponto de exaustão é muito comum em Paulo, veja por exemplo, I Coríntios 9.24-27.
Quando o atleta olímpico estava
disputando a corrida com seu adversário, ele colocava toda força no
enrijecimento de seus músculos. As dores também eram terríveis, superadas
somente pelo ideal de vencer. Na corrida cristã, meu amigo, o lema é vencer ou
vencer. Não há lugar para perdedores no reino dos céus. Garanta o seu lugar
porque Deus não correrá por você. É verdade que Ele nos capacita, nos incentiva,
etc., mas a corrida é nossa. Deus não correrá por mim e nem por você. O escritor
sagrado é claro nisso quando diz com o imperativo verbal, "corramos"! Corramos
com perseverança a carreira que nos está proposta.
b. Olhando firmemente para
Jesus
O modo correto para se correr bem é exatamente este: "Olhando firmemente para Jesus". Eu diria que aqui está a parte mais importante da corrida. E por que? Porque quando nós corremos olhando firmemente para Jesus não há tempo para ocupações triviais da vida e muito menos tempo para pecar. Corremos com confiança. Além disso, voltamos o nosso olhar para Aquele que é o maior vencedor e maior incentivador da corrida cristã. Jesus é, por assim dizer, o torcedor principal no estádio, pois somente Ele é o nosso Autor e Consumador da nossa fé. E o que isso quer dizer? Quer dizer que como Autor Jesus "preparou o caminho da fé com triunfo diante de nós, abrindo assim um caminho para os que O seguem". Como Consumador da fé Ele é "o completador e aperfeiçoador; no sentido de levar uma obra até o fim, não por decurso de prazo".
O modo correto para se correr bem é exatamente este: "Olhando firmemente para Jesus". Eu diria que aqui está a parte mais importante da corrida. E por que? Porque quando nós corremos olhando firmemente para Jesus não há tempo para ocupações triviais da vida e muito menos tempo para pecar. Corremos com confiança. Além disso, voltamos o nosso olhar para Aquele que é o maior vencedor e maior incentivador da corrida cristã. Jesus é, por assim dizer, o torcedor principal no estádio, pois somente Ele é o nosso Autor e Consumador da nossa fé. E o que isso quer dizer? Quer dizer que como Autor Jesus "preparou o caminho da fé com triunfo diante de nós, abrindo assim um caminho para os que O seguem". Como Consumador da fé Ele é "o completador e aperfeiçoador; no sentido de levar uma obra até o fim, não por decurso de prazo".
Enquanto estivermos correndo olhando
para Jesus estaremos garantindo nossa vitória nas olimpíadas da fé.
Que Deus faça de você um grande
campeão e vencedor em Cristo Jesus.
Graciele Teles Lima

Nenhum comentário:
Postar um comentário