Dia 30/01 e o mês está no finzinho, mais um dia e lá se foi o primeiro mês do ano, todos estão conseguindo manter suas leituras??? E com relação as metas de 2013, estão andando ou já ficaram numa folha triste de 2012?!? Olha lá, hein?!? Ano Novo, Vida Nova, mas se a gente não for diferente, Tudo vai ser Igual!!!!
Nossa leitura bíblica hoje está em: Gênesis 39, Salmos 30 e Lucas 22.1-38.
Hoje falaremos sobre a história de José , uma das mais
instrutivas do Velho Testamento. Não é sem razão que o livro de Gênesis dá mais
espaço a vida de José do que a de qualquer outro personagem. Sua vida foi tão
significativa que ele foi incluído na galeria dos heróis da fé, mencionada em
Hebreus 11:22. Mas “o relato dos sonhos, vindo logo no início, faz de Deus, não
de José, o herói da história”, afinal, não há quem controle os próprios sonhos.
Os capítulos anteriores de Gênesis
narram diversos fatos que nos levam a concluir que José vivia em um lar
desestruturado. A narrativa bíblica dá, ainda, a impressão de que Israel (Jacó)
nada aprendera com sua experiência anterior de favoritismo, tanto que Gênesis
37:3 diz: “Ora, Israel gostava mais de José do que de qualquer outro filho,
porque lhe havia nascido em sua velhice”. A vida de José, entretanto, vai
mostrar que nem tudo que uma pessoa recebe no lar, nem tudo que vê e ouve em
casa, precisa ter influência determinante em seus dias posteriores.
Na história narrada a partir do
capítulo 37, vemos que os irmãos de José o odiavam porque percebiam a
preferência do pai. O clima entre eles era tão ruim que o texto diz que “não
conseguiam falar com ele amigavelmente”. A situação já era complicada
quando José teve sonhos, e relatou-os, tanto aos seus irmãos, quanto ao seu pai.
Isso só fez aumentar o ódio de seus irmãos.
A ira dos irmãos os levou a
desejarem sua morte, e isso só não aconteceu por intervenção divina. Ruben, o
irmão mais velho, foi usado por Deus para livrar José (Gn 37:21). Ao invés de
matá-lo, resolveram vende-lo. Seus irmãos lhe arrancaram a túnica, marca da
preferência do pai, e o jogaram em um poço, que estava vazio (Gn
37:23).
O mal-intencionado plano dos
irmãos se concretizou quando eles se deparam com uma caravana de comerciantes
Ismaelitas, carregados de produtos, indo em direção ao Egito. Vinte peças de
prata para cá, José para lá, e lá se vai o “filhinho do papai”, que os
irmãos não toleravam mais ter por perto.
Assim como diz o Salmo 42:7:
“um abismo chama outro abismo”, os irmãos de José experimentam essa
verdade. Para explicar ao pai a ausência do irmão, eles inventam uma tragédia:
matam um animal e molham a túnica de José no seu sangue, desejando que Jacó
concluísse que um animal selvagem havia atacado seu filho amado (Gn 37:31-33).
No fundo de seu coração carregado de maldade, os irmãos de José pensam terem-se
livrado dele. No entanto, como sabemos, o herói da história é Deus, e nada pode
sair do Seu controle.
Chegando ao Egito, José foi
vendido a um oficial do faraó e capitão da guarda. Na casa do influente e
poderoso Potifar, José teve a oportunidade de mostrar seu caráter, justificando
por que tinha sido escolhido por Deus, para dar continuidade à aliança firmada
com Abraão. Nesse tempo, José experimentou altos e baixos. Tempos de grande
êxito, e tempos de injustiça e frustrações.
José chegou à casa de Potifar como
um simples escravo e aos poucos foi dando evidências de honestidade,
responsabilidade e lealdade. No capítulo 39 lemos que quando Potifar percebeu
que o Senhor estava com José, e que tudo que José realizava prosperava,
colocou-o como administrador de todos os seus bens: “Potifar deixou a seu
cuidado a sua casa e lhe confiou tudo o que possuía” (Gn 39:4). O texto não
deixa claro a forma como Potifar reconheceu a causa da prosperidade de José.
Entretanto, não é difícil concluir que deve ter sido em decorrência do
testemunho do próprio José, que a todo instante devia atribuir a Deus a razão de
suas habilidades e de seu caráter.
Mas o texto diz que “José era
atraente e de boa aparência” (Gn 39:6). E essa descrição é a introdução da
narrativa do episódio entre ele e a esposa do seu patrão. José estava vivendo um
tempo de ventos a favor. Sucesso, muito sucesso. Mas não é justamente quando as
coisas caminham bem que o inimigo fica de olho, preparando ciladas para os
filhos de Deus? A mulher de Potifar aguardou um momento oportuno e atacou o
homem a quem o seu marido havia confiado todas as coisas. Resistir não deve ter
sido fácil para José. Ele era jovem e saudável, e estava na época em que o
impulso sexual anda à flor da pele. E não devemos nos esquecer que
frequentemente, os tempos de sucesso tendem a produzir orgulho, e a gerar uma
baixa natural da guarda, tornando a pessoa vulnerável.
A mulher de Potifar mentiu ao
relatar o acontecido, e pressionou o marido a agir. A Bíblia Vida Nova sugere
que “se Potifar tivesse crido naquela história contada por sua mulher,
certamente teria executado a José”. Mas o respeito que José havia
conquistado perante Potifar certamente contribuiu para que houvesse um
“abrandamento da pena”. Acima de qualquer outro motivo, Deus estava cuidando e
preservando a vida de José. Como conseqüência, José vai para a prisão. E embora
estivesse preso no local em que eram postos os prisioneiros do rei (Gn 39:20),
não devemos imaginar que fosse um lugar de algum conforto, porque o Salmo
105:18, mencionando José, informa: “Machucaram-lhe os pés com correntes e
com ferros prenderam-lhe o pescoço”. Por mais de dois anos José permaneceu
preso.
Quando o faraó tem sonhos que não
podem ser interpretados pelos magos do Egito (Gn 41:8), José é lembrado pelo
chefe dos copeiros, que sugere o seu nome como alguém capaz de ajudá-lo. José
não só interpreta os sonhos, mas como a graça de Deus era abundante sobre a vida
de José que ele foi capaz de apresentar um plano para salvar o Egito do tempo de
fome que estava por vir. O faraó fica tão encantado que entrega a José o comando
do seu palácio e determina que todo o povo se sujeite às suas
ordens.
Ao ser vendido pelos irmãos,
injustiçado pela mulher de Potifar e esquecido na prisão, José tinha tudo para
ser um homem revoltado, amargurado e ressentido. Mas, como mostra a continuidade
do texto, José não permitiu que qualquer dessas coisas negativas e destrutivas o
afetasse. José podia agora, do alto de sua posição, vingar-se de todos. Mas o
jovem governador, de apenas 30 anos (Gn 41:46) escolheu usar o seu poder para
beneficiar não só a terra do Egito, mas todo o mundo.
Quando a fome alcançou a terra
onde vivia seu pai e seus irmãos, Jacó enviou seus filhos para buscarem alimento
no Egito. E embora José fosse o governador, tinha a responsabilidade pela venda
do trigo aos povos da terra (Gn 42:6). Que bela oportunidade para José pagar os
seus irmãos com a mesma moeda. Afinal, agora eles dependiam de José para
sobreviver.
A princípio José não se dá a
conhecer a seus irmãos, e chega até mesmo a tratá-los com aspereza. Entretanto,
no coração de José há amor e misericórdia, e ao ver seus irmãos prostrando-se
diante dele, lembra-se imediatamente dos sonhos que tivera (Gn 42:6-9). Ele
testa seus irmãos de todas as maneiras para ter certeza de que agora tinham uma
nova atitude. No segundo encontro com os irmãos, o choro compulsivo revela que
seu coração já não aguentava mais de tanta emoção, e ele dá-se a conhecer
(Gn45:2).
Impressiona a convicção que José
revela a respeito da soberania de Deus sobre aqueles que o temem. São marcantes
as palavras que ele usa para consolar seus irmãos: “Assim, não foram vocês que
me mandaram para cá, mas sim o próprio Deus. Ele me tornou ministro de faraó, e
me fez administrador de todo o palácio e governador de todo o Egito” (Gn 45:8).
Não é possível encontrar nessa fala de José qualquer princípio de rancor, mágoa
ou vontade de vingança. Com essa atitude José se tornou benção para seus irmãos,
seu pai, o povo de Israel e a história.
Hoje deixo a canção "Nunca me Deixou" na voz do Ministério Livres para Adorar, e tenho certeza que assim como na vida de José, no ministério de Cristo, e em cada dia das nossas vidas, mesmo em meio as lutas Ele (DEUS) nunca nos desampara.
Graciele Teles Lima
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