Terça-feira dia 22 e nossa leitura vai se enriquecendo a cada dia. Embora sem recebermos comentários, fico feliz de ver o número de visualizações do blog, tenho a certeza de que a Palavra de Deus está sendo acompanhada por diversas pessoas e oro continuamente que Deus use este meio para conversão e transformação de vidas.
Bem, hoje nossa leitura está em: Gênesis 29.1-30, Salmos 22 e Lucas 17.
O Salmo 22 foi escrito por Davi em um momento de angústia. O texto mostra a profunda angústia vivenciada pelo salmista. Até este ponto não há nada de diferente, pois muitos outros salmos falam das angústias de seus autores. Mas o que há de diferente neste salmo é a enorme correlação entre o que é falado por Davi e o acontecido com Jesus, cerca de mil anos depois, como relatam os evangelhos, notadamente o texto de Mateus 27.
Esta correlação é explicitada pela frase proferida por Jesus na cruz “Eli, eli, lemá sabactani” que traduzida significa
“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”. Mil anos antes Davi começava seu salmo com a mesma frase que demonstra a sensação de profundo desamparo. Alguém poderia dizer que Jesus apenas aproveitou tal frase para proferí-la naquele momento. Mas a correlação entre o salmo e a experiência na cruz vai muito além disso. Como o espaço é curto vamos destacar apenas três delas: Davi fala de como é tratado com desprezo: “todos os que me vêem caçoam de mim, mostrando a língua e meneando a cabeça”. Mateus 27.39 diz “Os que passavam por ali caçoavam dele, balançavam a cabeça e o insultavam”.
Davi fala da sensação física de desespero: “A minha garganta está seca como o pó, e a minha língua gruda no céu da boca. Tu me deixaste como morto no chão.” Jesus experimenta o mesmo sofrimento “Depois, vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede!” João 19.28
Davi descreve a vergonha de ser espoliado: “Eles repartem entre si as minhas roupas e fazem sorteio da minha túnica.” Jesus a vivencia plenamente: “Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte.” Mateus 27.35
Mas apesar de todas essas dores, Davi antevia a ação de Deus que o libertaria. E nesta ação ele mais uma vez descreve o que acontece com Jesus após sua ressurreição. Novamente premidos pelo espaço abordaremos apenas três das relações:
Davi afirma que cantaria louvores porque “Ele não abandona os pobres, nem esquece dos seus sofrimentos. Ele não se esconde deles, mas responde quando gritam por socorro.” Quando os discípulos estavam escondidos com medo, Jesus apareceu entre eles, superando as barreiras das paredes e das portas fechadas (João 20.19).
Davi declarava a benção futura da salvação estendida a todos “Todas as nações lembrarão de Deus, o SENHOR, todos os povos da terra se voltarão para ele, e todas as raças o adorarão.” Jesus ordenou a seus discípulos que fossem e fizessem discípulos em todas as nações (Mateus 28.19) Davi profetizou o interesse de Deus por todos os que viveriam depois dele: “Os que ainda não nasceram ouvirão falar do que ele fez: “Deus salvou o seu povo!” . Vivemos hoje a certeza de que Deus se importa conosco pois Jesus nos salvou.
Diante do exposto só posso reconhecer que meu sofrimento não é sinal de que Deus me abandonou, mas pode significar que estou seguindo o script que Ele preparou. As lutas podem ser terríveis, mas a virada é certa, pois o autor da minha vida a escreveu na eternidade. Assim como fez com a vida terrena de seu filho, profetizada centenas de anos antes em detalhes, a minha vida também foi preparada para ser vivida no Caminho. E quando o sigo, a virada sobre os problemas é certa e também a vitória.
Deixo a vocês hoje este Salmo no qual meditamos, que Deus seja verdadeiramente o Pastor que nos guia hoje e sempre. E que possamos habitar eternamente em Sua casa.
Abraços e abençoado dia.
Graciele Teles Lima
muito bom
ResponderExcluirmuito bom
ResponderExcluir