Mais uma sexta-feira e aqui estamos, já completamos mais de meio mês de leitura e acompanhamento da Bíblia, a cada dia crescemos em conhecimento e principalmente espiritualmente, e meu desejo é que até o último dia de dezembro, este nosso intuito tenha alcançado muitas vidas, e que o blog tenha sido instrumento de bençãos na vida de todos, assim como tem sido na minha vida.
Vamos aos trechos devocionais de hoje.
Gênesis 25, Salmos 18 e Lucas 14.1-24.
Recentemente,
em uma disputa
presidencial em nosso País, alguns candidatos, desejosos de angariar votos entre
os evangélicos, foram a diversas igrejas, leram textos bíblicos, falaram sobre
religião e até oraram. Quem os via tinha a impressão de que eram servos do
Senhor de longa data e tinham, na pessoa de Deus, seu interesse primário em
termos de obediência. Entretanto, as eleições aconteceram e definiram-se o
vencedor e o perdedor. Ambos agradeceram, de público, a seus partidos, seus
eleitores, seus cabos eleitorais e até seus secretários particulares, mas não
deram qualquer palavra de agradecimento a Deus. O Senhor foi apenas um pretexto,
durante breve tempo, para se fazer campanha entre certo grupo de eleitores. Nem
mesmo quem saiu vitorioso deu uma palavra de reconhecimento àquele que institui
as autoridades (Rm 13.1) e escolhe o líder a quem quer revestir de
poder (Dn 4.17,25).
Na verdade, esse
tipo de ingratidão é muito comum. Quem de nós, depois de ajudar alguém em
problemas, nunca foi completamente esquecido depois da solução dos males?
Entretanto, Davi não agia desse modo e o Salmo 18 é a prova disso.
Trata-se de um salmo muito interessante devido ao seu registro, praticamente
idêntico, em 2Sm 22. Em ambas as referências, o contexto da composição
do salmo por Davi é descrito: “O dia em que o Senhor o livrou de todos os seus
inimigos e das mãos de Saul”. Diante de tão grande bênção, sabendo quantas vezes
Davi orou pedindo por libertação dos inimigos, o salmista demonstra atitudes que
realmente são necessárias ao servo de Deus quando tem sua oração
atendida.
Em primeiro
lugar, Davi valoriza seu relacionamento com Deus. É comum as
pessoas se esquecerem de Deus e até abandonarem a igreja quando seus problemas
são resolvidos. Isso não aconteceu com Davi porque seu relacionamento não era
fundamentado nos seus interesses, mas no seu amor. Ele inicia o salmo dizendo
(v.1): “Senhor, eu te amo, ó minha fortaleza” (’erhomka
yehwâ hizqî). Dito isso, Davi usa, novamente, o sufixo hebraico
de pronome possessivo “meu” por sete vezes no v.2 em referência a Deus.
Entre elas, chama o Senhor de “meu Deus” (‘elî). Ele diz “meu” porque
tem um relacionamento pessoal com ele; e diz “meu Deus” porque tal
relacionamento se baseava, por um lado, na soberania de Deus e, por outro, no
seu amor pelos servos.
Davi também se
lembra dos feitos de Deus a seu favor. Essa lembrança,
obviamente, envolve também seu sofrimento passado, incluindo o risco de ser
morto (vv.4,5). Ele recorda sua angústia que o levou, em prantos, à
busca de Deus por meio da oração (v.6). Então, em uma virada no tom da
sua pena, o salmista contempla a recordação do Senhor atendendo seu pedido, o
que ele assim descreve: “Do seu templo o Senhor ouviu a minha voz e o meu grito
a ele por socorro chegou aos seus ouvidos” (yishma‘ mehêcalô qôlî
weshaw‘atî lepanayw tabô’ be’oznayw). A
partir de então (vv.7-19), ele se lembra do que Deus fez em termos
figurados que dão um tom vivo à incrível e poderosa libertação do servo e
vitória de Deus sobre seus inimigos. Nada escapa da sua memória.
Ele, ainda,
reconhece sua condição de fraqueza. No v.17, ao
declarar a ação divina na sua libertação, o salmista relata que foi salvo de
alguém que nomeia de “meu inimigo forte” (’oyebî ‘az).
Obviamente, ao citar esse inimigo na forma singular seguido do complemento no
plural “e dos que me aborreciam”, Davi tem em mente, como “inimigo forte”, o rei
Saul que o perseguiu com toda ira e com seu poderio militar durante muito tempo.
Apesar de ser comum os homens se sentirem “poderosos” quando se veem livres de
um mal, Davi não age assim. Ele reconhece sua fraqueza ao explicar que seus
inimigos “eram mais fortes do que eu” (’omtsû mimmennî). Esse vislumbre
impede que ele se sinta como quem deu fim ao problema, esquecendo-se de
glorificar o verdadeiro responsável pelo bem – Deus.
Davi, mesmo
diante do alívio, permanece cumprindo a vontade do Senhor.
Diferente de pessoas que se aproximam de Deus quando têm problemas e se afastam
quando são socorridas, Davi continua na mesma atitude de submissão a Deus e às
Escrituras. Podemos perceber tal disposição na afirmação do
v.21 em que Davi apresenta seu procedimento reto: “Eu guardei as
palavras do Senhor e não reneguei o meu Deus” (shamartî darkê
yehwâ welo’-rasha‘tî me’elohay). O modo de Davi se
expressar não é pesaroso como se olhasse para uma realidade que se foi, mas com
a confiança de que tal afirmação ainda pode ser notada no seu procedimento. Ele
permanece obedecendo a Deus e agindo com retidão e santidade.
Depois de narrar
vividamente como o Senhor o abençoou pela sua justa instrução e como o fez
vencedor dos inimigos (vv.25-45), Davi louva ao Senhor pela sua
grandeza. Ele exulta (v.46) e diz: “Exaltado é o Deus da minha
salvação” (yarûm ’elôhê yish‘î). A palavra traduzida como “exaltado” dá
a ideia de alguém “levantado ao alto”. Assim, Davi reconhece que Deus é
tremendamente superior a tudo que existe, tanto que o eleva em seu louvor
declarando sua glória. Nesse caso, a tradução “seja exaltado” cumpre o papel de
glorificar aquele que ouviu as orações de Davi e o salvou de inimigos mais
fortes e mais numerosos que ele.
Durante a
exaltação ao Senhor, o salmista testemunha daquilo que lhe fez o
Senhor. Ele diz (v.49): “Portanto, eu o aclamarei, Senhor,
entre as nações”.
Assim, Davi reconhece publicamente as ações de Deus em seu favor e lhe agradece
em meio ao louvor. Esse grato testemunho produz salmos, como este, cantados
diante de ouvintes a quem o salmista dá testemunho da grandeza de Deus. Tal
desejo é afirmado na oração: “Faça eu cânticos ao teu Nome!”.
Essas são as
atitudes de Davi no dia em que foi liberto por Deus dos seus inimigos.
Entretanto, elas são consequências de uma vida transformada pela fé, pelo
relacionamento íntimo com o Senhor e pelo tratamento da Palavra de Deus
sobre o salmista. Ele é grato a Deus porque também é amigo de Deus, servo de
Deus e beneficiário da graça de Deus. Quanto aos candidatos que vimos por aí,
Deus é somente pretexto para seus propósitos, assim como o é para muita gente
que “o busca” somente quando lhes interessa.
E quanto a você: quer ser um
candidato interesseiro, ou quer ser um amigo daquele que ama e age em prol dos
seus servos?
Hoje nas leitura de Gênesis e Lucas, vemos pessoas que assim como s políticos citados só querem usurpar lugares, ou mesmo tomar todo o louvor para si, mas sabemos bem que o certo é que todo louvor seja dado ao Pai, o Senhor Deus não aceita dividir a Sua Glória com ninguém, ... que possamos nos prostar a Ele e ser gratos por todas as bençãos que Ele tem derramado sobre nós.
Hoje deixo a canção "Meu Amado" na voz de Toque no Altar, abençoado dia a todos.
Abraços,
Graciele Teles Lima
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